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20
MAR
Perspectivas para economia brasileira em 2018

No começo de fevereiro, o economista Maílson da Nóbrega esteve na sede da ABAC para ministrar a palestra “Perspectivas para a economia brasileira em 2018”. O evento contou com transmissão online e foi marcado por uma análise de cenários e avaliação de riscos que o país deve enfrentar.

A conjuntura econômica brasileira é melhor no começo de 2018 que no início de 2017. Há um cenário internacional favorável, com crescimento dos países desenvolvidos e uma recuperação da economia chinesa, que favorece o Brasil por causa das commodities. Entretanto, 2018 será marcado pela realização de eleições, e esse é um fator que pode gerar fortes reflexos. Esta foi a avaliação feita por Nóbrega durante o webinar realizado pela ABAC.
“Dependendo da colocação de alguns candidatos nas pesquisas, pode acabar havendo problemas no mercado e até mesmo desvalorização cambial. Isso impactaria nos preços, revertendo esse período de baixa inflação e abortando o processo de recuperação que o país vem passando. No ano passado, o PIB cresceu na faixa de 1% e a previsão é de alta de 3% para 2018. O desemprego está caindo e deve continuar assim até o fim do ano. Há expectativas de que feche abaixo de 10,5% no final de 2018”, avaliou Nóbrega.

A retomada do consumo tem sido a marca da recuperação econômica brasileira. Uma combinação de inflação e juros mais baixos, além da ampliação do emprego, vem melhorando a situação financeira das famílias e aumentando o consumo. Entretanto, segundo Maílson da Nóbrega, ainda é preciso recuperar a capacidade de investimento das empresas para voltar a crescer.

“Nas palestras que faço para estrangeiros, uma coisa muito valorizada é o fato do governo brasileiro estar sob controle. Foram criados mecanismos institucionais que fazem controle do governo: imprensa livre, judiciário independente, mercados que funcional, crença da sociedade”, destacou Maílson da Nóbrega.

Para Nóbrega, existem três forças que controlam os governos brasileiros: eleições a cada dois anos, a imprensa livre com papel fiscalizador e a capacidade de protestar. “Esse conjunto todo provocou grande diferença no Brasil dos últimos três anos. Houve uma renovação democrática das lideranças. Num país que não possua essas condições, isso é feito através de guerras, revoluções ou golpes de estado, mas aqui isso é feito democraticamente”, ponderou.

Na avaliação realizada por Maílson da Nóbrega, o futuro do Brasil depende da superação de diversos desafios, alguns de longo prazo e outros de curto prazo. A educação é um desses gargalos. Ele destacou que o país investe 6% do PIB em educação, acima da China, por exemplo, que investe 4% do PIB e tem mais engenheiros formados em inteligência artificial e mais pesquisadores em tecnologia.

“Isso prova que saltos em educação não dependem de dinheiro, mas sim de gestão, diretrizes e vontade política. Trabalhador capacitado é mais produtivo. A produtividade explica 80% do crescimento da economia dos Estados Unidos nos últimos 90 anos”, destacou.

Outro gargalo brasileiro abordado foi a elevada complexidade tributária. De acordo com Nóbrega, são gastos 2,5 mil horas por ano nas empresas para lidar com todo aparato relacionado a tributos. Em países desenvolvidos, a média é de 400 horas. Outro problema é o fato de o Brasil seguir “rumo à insolvência fiscal”, quando o governo se torna incapaz de pagar sua dívida. A relação entre PIB e dívida pública continua subindo.

Durante sua palestra, Maílson da Nóbrega comentou a existência de três cenários possíveis para a Reforma da Previdência e suas consequências. Veja o que ele disse:

1º cenário – vota e aprova. “O governo afirma que está conquistando votos e conseguindo convencer as pessoas de que a reforma não é contra os pobres. Isso geraria uma euforia nos mercados, bolsa subiria, dólar cairia, é um cenário de muito entusiasmo que mostraria que o país está atacando a questão da insolvência”.

2º cenário – não vota e não aprova. “As expectativas serão passadas para o próximo governo”.

3º cenário – vota e rejeita. “Não seria uma catástrofe, mas a mensagem que ficará é a de que a classe política brasileira não possui capacidade de enxergar o desastre. Um péssimo sinal para o futuro. As pessoas vão até esquecer que o próximo governo pode retomar”.

Para Nóbrega, “o pior cenário para 2018 é não votar a reforma da previdência”. Ainda assim, se ela não for aprovada, a tendência é que haja aumento de carga tributária. “É preferível pagar mais tributos que a insolvência, que possui efeitos mais graves. Ainda assim, precisamos ter em mente de que não será possível aumentar impostos eternamente”, ressaltou.

Fonte: 
** ABAC - Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios